sábado, 11 de novembro de 2017

SETE DIAS EM LISBOA (1 e 2): Parque Eduardo VII e Castelo de São Jorge

Estação Parque do metrô. Atrás fica o Parque Eduardo VII


Dia 1: Sábado, 02/09, fim da primeira excursão. O grupo se dispersou, alguns voltaram para casa, a maioria no Brasil, e outros seguiram para diferentes destinos na Europa. Eu me mudei para o Fenix Urban, cuja localização ajudou bastante nas minhas expedições pela cidade, pois fica próximo à Estação Parque do metrô. Além disso, é vizinho à ótima “Mercearia do Bairro”, aberta de domingo a domingo até 21h, com tudo para abastecer o frigobar e economizar.

Estreei a “casa nova” e fiz minha primeira incursão pelos arredores, onde almocei umas lulas no Colina, um típico restaurante português. Aceitei o convite daqueles novos amigos paulistas e, depois de um necessário descanso, fui jantar na casa de fado Sr. Vinho. Um lugar classudo, um estilo diferente daquele da Alfama, onde estivemos com a excursão. Ótimos artistas, muita sofrência. 



Dia 2: Domingo foi dia de explorar mais a fundo a região do hotel, onde tive a surpresa de encontrar o Parque Eduardo VII (daí o nome da estação de metrô), uma extensa área verde com uma bonita vista da cidade e do Tejo. Foi restaurador para minha disposição, um tanto baqueada por uma sinusite e dor de garganta. Precisava de muita energia para encarar o roteiro que havia preparado. 


Parte do Parque está em obras.




O Tejo ao fundo.
Por sorte encontrei uma japonesinha com boa vontade que me clicou no Parque.
 


Obra do colombiano Botero, "Maternidade"

Detalhe da fachada do Pavilhão Carlos Lopes, junto ao Parque

Vizinhança do Parque


Meu primeiro passeio solo longe do hotel foi revisitar o Castelo de São Jorge. Segui a orientação do site, peguei o metrô até a Estação do Rossio com a intenção de tomar depois o eléctrico (bonde) 12 na Praça da Figueira. O ponto estava lotado e o 12 não aparecia. Uns senhores portugueses que estavam na praça haviam me sugerido subir a pé e depois tomar o elevador. Cansada de esperar sob um sol quente, fiz um lanche por perto e segui o conselho dos gajos: encarei a ladeira.

Praça da Figueira, com D.João I e seu cavalo, clicada enquanto esperava o eléctrico 12.
Começando a subida

 
Praça com o elevador à esquerda





Saindo do elevador, há ainda algumas ladeiras a subir, muito pitorescas e que por vezes deixam entrever os encantos de Lisboa.
 





Turistas aos montes, claro! Mas a área do castelo é bem grande e deu para fazer uma visita tranquila, inclusive à exposição permanente (acervo arqueológico) e até conhecer a câmara escura, um sistema ótico de lentes e espelhos, tipo um periscópio, que permite observar a cidade em tempo real. 
 
Pórtico de entrada



 

D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, tomou o castelo em 1147
Aqui, a criatura com boa vontade para fazer minha foto foi uma italiana.







 



Exposição permanente


A área onde está o castelo foi ocupada desde o século VII a.C.


A origem do castelo remonta ao século XI, quando os muçulmanos dominavam a cidadela. Ocupações, batalhas, o terremoto de 1755... as ruínas ficaram abandonadas até serem restauradas já no século XX. Ainda que muitas das estruturas não sejam originais, a construção imponente e sua história emocionam o visitante. E é um belíssimo espaço para relaxar, meditar, tomar um café, observar a cidade.

 







 

Praça do Comércio/Terreiro do Paço à esquerda
 

Praça da Figueira à direita





Despedi-me do dono da casa – Salve, Jorge! - e desci de volta ao Rossio no autocarro 737, que faz ponto pertinho da entrada do castelo. 

 
Um último clique antes de pegar o ônibus/autocarro



Depois de um café com pastel de nata no Jeronymo do Rossio, voltei para o hotel, não sem antes passar no mercadinho salvador, do qual já ficara freguesa, para garantir o lanchinho da noite.

Amanhã, conhecer a Casa de Fernando Pessoa e o Oceanário. Afinal, o poeta e o mar têm tudo a ver.


Fotos Sr.Vinho: