Saindo do
centro de Rio das Flores em direção a Juiz de Fora (RJ-151 e BR-040), passamos
pela velha estação de trem Cachoeira do Funil. Restaurada, ainda que sem as características
originais, é um ponto de exposição e venda de artesanato e tem um acolhedor café.
Seguindo pela
RJ-151, e desviando dos muitos buracos, chegamos a Manoel Duarte, distrito de
Rio das Flores. Uma bonita igrejinha nos espia de uma elevação na beira da
estrada. Como só abre cedinho aos domingos, ainda não pude conhecê-la por
dentro.
Em Manoel
Duarte funciona a Florart, uma associação que reúne trabalhos de artesãos
do lugar e da vizinha Porto das Flores. Peças de decoração de vários materiais,
além de roupas e acessórios, enchem o espaço e os olhos. Ali se pode comprar também
café, doces, biscoitos, licores e cachaça. Belezas e gostosuras.

As estações
de trem restauradas (ou não) são resquícios do tempo em que a ferrovia cortava
aquelas terras. Reativada, ainda que num pequeno trecho, seria uma atração
turística a mais para a região, como acontece em Passa Quatro e Tiradentes, por
exemplo. Aliás, o turismo é pouco explorado no Vale do Café e até conseguir
informações sobre atrações históricas ou naturais (como as cachoeiras) é uma
tarefa nem sempre fácil. As fazendas recebem visitantes, algumas oferecem
almoço, como a Santo Inácio. A União é um hotel
fazenda onde também se realizam festas particulares.
Pertinho da
Florart, uma estreita ponte sobre o Rio Preto nos leva a Porto as Flores,
distrito de Belmiro Braga-MG. Minha expedição por ali não foi longe, mas
deu vontade de explorar mais.
De volta à
RJ-151, no distrito de Três Ilhas, outra ponte nos leva a uma estrada de terra,
de novo em Minas. Seguindo por cerca de 9 km chega-se a um tesouro: São José
das Três Ilhas, também distrito de Belmiro Braga, e sua belíssima igreja de
pedra.
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| Do lado de cá, RJ. Lá, MG |
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| Rio Preto |
A Igreja de
São José, por fora, não aparenta tanto a ação do tempo e a falta de manutenção.
É imponente. A pedra fundamental foi lançada em 1878. Por dentro, pode-se ver o
quanto ainda temos que aprender sobre valorização e preservação do patrimônio
histórico e cultural neste país. O zelador, Adilson, com um luminoso sorriso no
seu belo rosto negro, muito gentil e bem articulado, me responde que já tiveram
apoio da Petrobrás e agora estão buscando outras instituições que ajudem na
restauração daquela relíquia.
Em abril
deste ano o portal G1 publicou esta matéria: http://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2016/04/comunidade-busca-recursos-para-restaurar-igreja-historica-em-mg.html
Achei na
internet este site com imagens aéreas (drone) da igreja. http://valedocafeonline.com/tag/sao-jose-das-tres-ilhas/





















