quinta-feira, 3 de novembro de 2016

EXISTE UM LUGAR: RIO DAS FLORES, parte 1




Na verdade, existem muitos. Afinal, “o Brasil não é só litoral, é muito mais que qualquer zona sul”. Mas vamos nos concentrar no nosso caso aqui: o Vale do Café, mais especificamente Rio das Flores e alguns belos lugarejos próximos.

Tinha eu uns 30 e poucos anos quando ouvi falar de Rio das Flores pela primeira vez e logo este nome grudou na minha memória. Muito tempo depois, estando em Valença, numa edição do festival Café,Cachaça e Chorinho, me aventurei rumo àquela cidadezinha. Embarquei num sacolejante ônibus por uma estrada encantadora, cheia de curvas, e uns 40 minutos depois cheguei ao tão sonhado destino. 


O resultado da expedição ao desconhecido foi muito melhor do que eu poderia esperar. A cidade pequenina estava animadíssima. Tinha degustação de cachaça e café, chorinho na praça, exibição de curtas, visitação às fazendas históricas e uma missa afro que foi uma das coisas mais emocionantes a que já assisti. Era o ano de 2008.
 
Café, Cachaça e Chorinho, 2008

Fazenda do Paraizo

Fiz amizades, voltei lá algumas vezes. Fiquei alguns anos sem retornar, tentando seguir pela internet o que acontecia na cidade. Houve outras edições do Café, Cachaça & Chorinho, mas Rio das Flores não participava.


Desde o finalzinho de 2015, um pedacinho de terra, num Condomínio rural, me liga mais fortemente a Rio das Flores e minhas idas lá ficaram mais frequentes. Aos poucos fui “desbravando” a cidade e seus arredores.
 
Condomínio Flores da Derrubada


Na Igreja de Santa Tereza D’Ávila, Santos Dumont foi batizado, em 1877. Pena que só abre para a missa de domingo. Para revisitá-la fui à Casa Paroquial e um rapaz abriu a igreja e me acompanhou na visita. É simples e delicada. A construção já passou por algumas restaurações, alguns meses atrás a encontrei cercada de andaimes. Estava sendo pintada na parte externa. Creio que não tem havido mais missas afro, como aquela de 2008. Uma pena.
Praça defronte à igreja com busto de Santos Dumont


 Outro prédio histórico – onde funcionou o Fórum e a Cadeia - foi restaurado e hoje é a Casa de Cultura. O espaço abriga exposições, uma oficina de música, um bistrô. Apesar de ser a cultura a prima pobre no orçamento das administrações públicas, a Casa tem potencial para muitas atividades e merece ser bem aproveitada pela equipe que assume a prefeitura em 2017.


O prédio em 2008




Observo os jovens da cidade reunidos na pequena praça, na escadaria ao lado da pousada, onde há sinal de wifi.  Há um parque de exposições onde eventualmente acontecem shows. Já vi pequenos grupos jogando capoeira, à noite, por ali. Quantos talentos há entre eles e precisam ser descobertos, incentivados, lapidados, compartilhados?

Vista da Pousada Lírios do Campo

Parque de Exposições

Parque de Exposições
 



2 comentários:

eli disse...

A próxima a ir conhecer serei eu!

Tecelã disse...

Sim! Tem muita coisa por lá pra conhecer.